Travassô e Ois da Ribeira: Orçamento de 166 557 euros
Dec 23,2014 00:00 by RSP
A Assembleia da União de Freguesias de Travassô e Ois da Ribeira aprovou o plano de actividades e orçamento de 2015. No valor de 166 557 euros.

Os quatro eleitos do PSD abstiveram-se, com declaração de voto. O documento foi profusamente discutido, começando Germano Venade (PSP), por referir que “o plano é uma réplica do de 2014, ano em que, de facto, não se fez  nada”.
“Não tem nada, é insignificante, promete fazer o que não fez em 2014”, frisou o eleito social--democrata, perguntando, com alguma ironia, se “não vai haver obra que acabe?”.
Mário Martins, presidente da Junta, deu resposta: “Eu gostaria, mas não me deixam”.
Diamantino Correia (PS) perguntou se “não apontou obras à Câmara?”, dizendo Mário Martins que “pus rigorosamente as do ano passado e outras que se justificaram”.

Livros para crianças

O estatuto de oposição foi reclamado por Manuel Almeida ”Capitão”, eleito do PSD: “Não nos pediu ideias”.  
Vital Santos, do PS, sobre tal, disse “estar admirado, por não sermos chamados” e que “somos da posição e também não fomos falados ou achados”.
Sérgio Neves (PSD), presidente da Assembleia, passou à frente, com outro assunto: “Propomos que a Junta de Freguesia pague os livros das crianças das escolas de Travassô e de Ois”, coisa que “custará na ordem dos 5400 euros e ajudará as famílias” - o que teve aval de Filipe Almeida (PS).
A propósito, foi dito que as  duas freguesias perderam 300 habitantes, só nos últimos 10 anos.

Remunerações

A discussão do orçamento levou Germano Venade a perguntar: “Se não é segredo, quais são as remunerações dos membros do executivo?!”.
Foi-lhe dito que são 253 euros para o presidente, 246 para o secretário e o tesoureiro, cada um.
É que os números não batiam certos: previam-se 7200 euros e são 8930. “Concluiu--se - disse Germano Venade - que o orçamento não é rigoroso”.
“Isto leva a crer que há lacunas e previsões pouco rigorosas e realistas”, acrescentou Sérgio Neves (PSD), por sua vez.
Sérgio Neves que, a certa altura da Assembleia, algumas  vezes transformada numa quase coloquial troca de argumentos entre os eleitos, como se não fosse uma AF, haveria de comentar que “é mais difícil de gerir isto, que um jogo de futebol”. Isto, é a Assembleia de Freguesia.
Mário  Martins (PS) acabara de responder a Diamantino Correia (também do PS), sobre o Caminho da Calçada, dizendo-lhe que “tudo o que o senhor aqui disse é mentira”.
O socialista oisense tinha acabado de questionar Mário Martins sobre o Caminho da Calçada e as obras da pérgola do lavadouro, acusando o presidente de “não ouvir ninguém”, de “ter cá uma lata” e dizendo-lhe que “se não é capaz de fazer as coisas, assuma”!