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A teoria e a prĂ¡tica
Dec 12,2014 00:00
by
Luisa-Mello
Fiquei contente e surpreendida ao ouvir, logo pelas oito da manhã, no meu rádio de cabeceira, que pelo menos onze cidadãos haviam sido detidos para responderem perante o Juíz de Instrução Criminal, sobre manobras pouco limpas no caso do “Cartão Gold”. Até que enfim que polícias e justiça agem assim de pronto, sem que, aparentemente, política, políticos e politiqueirice se tenham intrometido! Se calhar, por isso mesmo… Espero que desta vez ninguém escape pelos fios da chuva debaixo de complacentes capas de amigos, veneradores e obrigados… Que era a fórmula de despedida dos nosso antepassados, do tempo desse anacronismo chamado carta. Quanto à ideia subjacente aos ditos cujos vistos gold, não sendo ela inédita, parecia-me boa e parece que deu os seus frutos monetários aos cofres do país. Como, infelizmente, foi de costume, há certos cofres que só se abrem com luvas… Como dizia o outro, o diabo está nos pormenores. Eu acrescento: a pressa e a burocracia são, em muitos casos manhosos, o fermento ideal para a massa do bolo da corrupção. A rapidez e o secretismo que levaram ao exemplar desfecho do caso vertente, devem situar-se, como já explanei, à ausência da política nos negócios. E a certos feitiozinhos mais gananciosos que o de Judas, o que, já que me virei para a Bíblia, só acabará no dia do Juízo Final. A culpa deve ter sido de Adão qando aceitou a maçã… AINDA A TEMPO: Miguel Macedo tomou a única atitude política possível ao demitir-se, não sendo embora visado. Não foi um caso de dignidade, foi-o de obrigatoriedade. |