Valongo do Vouga: Valongo à vista e outros placos
Oct 22,2014 00:00 by RSP
«Um registo histórico, que o tempo se encarregou de moldar e tornou indelével», foi assim que José Marques Ferreira falou do seu  livro «Valongo do Vouga à Vista e outros palcos», que, a 18 de Outubro de 2014, foi apresentado na Casa do Povo.

A sala cheia, aplaudiu o homem que se assumiu como «apenas o rebuscador, que deixa registada a história, para não se perder no tempo», que deixa uma obra de relato da cultura, também para «não a deixar perder a memória de muitos personagens».
Vitor Martins apresentou o livro de José Marques Ferreira e apresentou o autor como  «um Google ao vivo», ou «um caçador de tesouros e de particularidades da cultura valonguense», que, dizemos nós, não poderiam ficar esquecidos no pó do tempo. António Portilho, presidente da Casa do Povo (a editora), associou a obra aos (próximos) anos de diamante, pelo que «o livro vem na hora certa». António Tondela, presidente da assembleia geral da CPVV, lembrou «o período áureo da cultura valonguense» e que «o livro preserva o magnífico espólio da arte cénica». Pedro Xavier, presidente da Junta de Freguesia, falou do «trabalho fantástico que a Casa do Povo tem feito» e disponibilizou a autarquia para «ajudar a (futura) escola de teatro» - que Gil Nadais, presidente da Câmara, também assumiu apoiar. Já sobre a obra de José Marques Ferreira, sublinhou o autarca que «é um testemunho do que nós fomos (…), um grande trabalho de recolha».
José Marques Ferreira, o autor desta «relíquia literária e histórica», que dá chão de futuro a uma revista popular de 1943 e aos teatros e cultura que, desde então, se fizeram por Valongo do Vouga, encerrou, emocionado: «O trabalho que aqui deixo pode não ser uma obra prima, mas é genuíno». É futuro, dizemos nós.