Águeda: Sessão da Assembleia Municipal muito nebulosa e pouco esclarecedora...
Jul 02,2014 00:00 by RSP
A Assembleia Municipal de Águeda reuniu na passada sexta-feira, dia 27 de Junho, numa sessão que foi muito nebulosa e pouco esclarecedora.

A compra da fábrica Canário, Lucas & Irmão (a Câmara pagou 350.000 euros por um imóvel que, mês e meio antes, tinha custado 139.700 - mais valia de 151%), levou Hilário Santos (PSD) a concluir que Gil Nadais "foi muito incompetente neste negócio".
O líder da oposição estranhou que Gil Nadais se tenha decidido pela compra sem consultar "o título de adjudicação na Conservatória do Registo Predial", afirmou que "a Câmara foi citada para a venda de, pelo menos, um dos artigos" e criticou o presidente por não ter consultado "o executivo e, até, a Assembleia".
"Como é que explica que para comprar um imóvel de 350.000 euros, o faça sozinho, e para comprar um terreno de 4.000 euros, na Póvoa das Laceiras, um mês antes, leve a proposta ao executivo?", questionou Hilário Santos.
"Eu não tinha que saber e não tinha que procurar por quanto foi vendido", ripostou Gil Nadais, defendendo-se com as "avaliações das Finanças e de um técnico", convencido que "comprámos pelo preço justo, mais abaixo do que isso!".
O presidente da Freguesia de Águeda e Borralha fez uma leitura diferente, duvidando da "sensibilidade social" da imobiliária Quadrado da Terra, com quem a autarquia fez o negócio. "Parece-me socialmente estranho e esquisito", observou Paulo Seara.

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