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Como?
Mar 26,2014 00:00
by
Luisa-Mello
Estive a ouvir uma entrevista dada à Antena Um pelo engº. João Proença, pessoa por quem sempre tive o respeito e consideração que me merecem todos os moderados. Claro que o peixe que ele quer vender não é exactamente o que eu quero comprar, mas há na canastra alguns que, bem cozinhados, até eram capazes de se digerirem sem necessidade de Rennies. Desta feita, ouvi-o, sobretudo, afirmar sobre a necessidade de consensos em matérias essenciais para um pós-troika sem demais precalços. E que que o PS só era convidado na “hora da sobremesa”, para deglutir o que lhe iria causar a indigestão de se ver associado a medidas impopulares. Como dizia o outro: Narciso acha feio tudo quanto não é espelho… Cá na minha: tivemos um avc, depois dos vários banquetes socráticos, e querem agora que, em apenas três anos de “hospitalização”, a magra dieta, estejamos aptos a alçar da cama e prontos para uma maratona à semelhança do Carlos Lopes de Los Ângeles. Quer dizer: o PS não quer passar da lagosta para a sardinha. Não é só o PS; até os “proletários” bloquistas rejeitam a receita. Exceptuo-me eu, por razões meramente culinárias: não gosto de marisco, adoro sardinha. E antes que a cena me fuja para as costumadas raivinhas, resumindo e concluindo: o engº. João Proença não quer ver o PS metido no empobrecimento do país. Isto costuma levar-me à meditação sobre a “narrativa” papagueada por quem se apresentou triunfante na introdução, se esbardalhou no desenrolar da acção e caiu de caras na conclusão da mesma. (Estraguei todos os bons propósitos anteriormente anunciados!). Para terminar e voltando às razões apresentadas pelo engº. Proença: gostei de o ouvir dizer o que não quer e preconizar o que quer - também eu! Continua a faltar-me a explicação para tão magnífico desiderando: Como?! n LUÍSA MELLO - AINDA A TEMPO: Sempre que vejo as infelizes desordens de rua na Venezuela vem-me à ideia aquela célebre reunião de líderes, em que o rei de Espanha disse ao espaventoso Hugo Chavez: “Porque no te callas?”. Aí está uma pergunta oportuna para fazer ao dr. Mário Soares. Com 600.000 euros a entrar-lhe pela Fundação com o seu nome, só na liberalidade da governação Sócrates, mais os milhares para as alcavalas de ex-Presidente da República todos os anos, até eu era revolucionária!… E ainda me sobrava solidariedade para distribuir. n LM |