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Comendador oferece um novo Hospital
Mar 12,2014 00:00
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RSP
O Comendador António Soares de Almeida Roque manifestou disponibilidade, ao presidente da Câmara, para dotar o município de um novo Hospital.SP ouviu os intervenientes da oferta do comendador Almeida Roque, nas várias fases da proposta. José Afonso Presidente do CHBV Ouvir A. Roque O presidente do Conselho de Administração do Centro Hospitalar Baixo Vouga, José Afonso, manifestou, “disponibilidade absoluta para conversar pessoalmente” com o Comendador Almeida Roque. O objectivo é, disse a SP, “conhecer mais detalhes sobre esta matéria”. Amorim Figueiredo Provedor da Misericórdia Não posso aceitar “Como cidadão e munícipe, acho que é uma oferta de alto valor, de um homem que tem preocupações de ordem social e que se quer dar à sociedade, como tem feito há dezenas de anos. É um exemplo que deve ser tomado em conta, que se deve considerar, respeitar e incentivar. Como Provedor da Misericórdia, não posso aceitar um hospital novo, para nele praticar medicina de doentes agudos! A nossa obrigação, enquanto Misericórdia, não é prestar cuidados assistenciais a agudos, mas prestar serviços de solidariedade e de misericórdia de elevada qualidade, com humanismo e respeito pela dignidade dos utentes e residentes”. Castro Azevedo Antigo presidente da CMA Um hospital privado? “A iniciativa do Comendador Almeida Roque, que há muito tempo vem demonstrando grande abertura para a resolução do problema do hospital, é de louvar. No meu primeiro mandato como presidente da Câmara, em 1998, a ARS do Centro solicitou--nos a indicação de três terrenos, para a possibilidade de se construir um novo hospital e, já nessa altura, o senhor comendador disponibilizou a Quinta da Borralha, que só não foi aceite, pela dificuldade de acessos. Estando o Comendador Almeida Roque disposto a oferecer um terreno e cinco milhões de euros, porque não pensar-se na construção de um... hospital privado?”. Gil Nadais Presidente da Câmara Saber o que se preconiza “O Comendador Almeida Roque transmitiu-me que estaria disposto a ceder um terreno e a financiar a construção de um novo hospital, em Águeda. Fizemos alguns contactos e constatámos que um novo equipamento teria de avançar pela iniciativa de um grupo privado ligado à saúde ou, então, fazer parte da rede do Estado. Queremos saber o que se preconiza para o futuro da saúde na região para, depois, falarmos seriamente sobre esta ideia. Lamento que o Ministro não nos receba e que tenhamos dificuldade em falar com o Ministério, porque falar com a administração do CHBV não vale a pena, é chover no molhado”. Horácio Marçal Ex-director clínico Que volte a ser referência “Julgo que, em primeiro lugar, os aguedense terão de agradecer esta disponibilidade do Comendador Almeida Roque, que sempre se mostrou sensível e preocupado com a actividade do Hospital de Águeda. A disponibilização do terreno, muito bem situado (zona de Alagôa), é bastante significativa, mas convém dizer que, em tempos, foi doada, à Santa Casa da Misericórdia, a Quinta do Redolho, pelo arquitecto Câmara, com a condição de ali se construir um novo hospital. Creio que Águeda precisa de um hospital com todas as valências que já teve, de modo a que volte a ser a referência hospitalar que já foi, a nível da região e do país”. |