Política: Águeda é a prioridade
Dec 18,2013 00:00 by RSP
O candidato à presidência da Concelhia do PSD disse a SP que “é tempo de o partido tomar opções diferentes, com outra forma de intervir e servir Águeda, priorizando, sempre, o benefício da população”.  Marco Abrantes não tem dúvidas: “Há que ser politicamente mais eficaz, sem rotura ou complexos do passado. Águeda é a grande prioridade”.

SP: Candidata-se a presidente da Concelhia numa altura em que o partido bate no fundo da política local. O que o leva a assumir esse desafio?
MA: Justamente o desafio. O PSD está em crise em todo o lado e mais em Águeda. O desafio é encontrar soluções, contribuindo para o reencontro do partido com as bases.
SP: O PSD de Águeda perdeu a ligação com as bases?
MA: Os resultados eleitorais demonstram que não estão em sintonia com o partido.
SP: E quais são as razões?
MA: Não podemos ignorar a forma brupta com o PSD saiu do poder municipal, fragilizado por algumas questões que não foram simpáticas.
SP: Está a falar do quê?
MA: Por exemplo, do problema dos tubos e das colas. Fragilizou o bom nome do partido e dos seus candidatos.
SP: O PSD (não) reagiu a isso da melhor forma?!
MA: O PSD, digamos, desperdiçou o enorme capital de confiança que tinha do seu eleitorado. Tenho essa clara noção. E não tem conseguido ir buscar essa confiança.
SP: E conseguirá?
MA: É o nosso desafio é, reconquistar essa confiança. Não sei dizer se é fácil ou difícil, mas é esse o nosso principal objectivo. Poderá passar por várias opções, uma delas passará pela nossa tradicional força autárquica, as Juntas de Freguesia, actualmente com gente muito jovem em lideranças. E temos a maioria das freguesias de Águeda.
SP: O PSD parece-nos algo fragilizado, com os militantes afastados do partido, indiferentes e órfãos de liderança... VER EDIÇÃO SP IMPRESSA
MA: Um dos nossos objectivos é reactivar o quadro de militantes, identificar o partido com as bases, com o seu nome e projecto, com a sua sustentação social-democrata. Não será fácil operar esta transição, marcada por 30 anos de poder e 8 de oposição, 30 anos de liderança e oito de derrotas eleitorais. É uma coisa abrupta, mas é esse o desafio e Águeda precisa que o assumamos, de forma descomplexada e séria.