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Ăgueda: Duas horas nas UrgĂȘncias
Oct 16,2013 00:00
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CV
Um dia de Outubro e um elevador avariado, levam-me a subir degraus de três andares. Sinto dores novas e ocorrem--me casos, conhecidos, de problemas cárdio-vasculares, arritmias, enfartes e mortes súbitas, essas coisas. Vou à urgência do Hospital? O meu historial clínico, não sendo preocupante, precipita-me interrogações. Penso ir à urgência do Hospital de Águeda. Não sou dos mais medricas, mas a idade já não é a mesma do tempo em que cambalhotava de viaturas militares, a 70, a 80, a 90 quilómetros por hora, dobrava o corpo, segurava a G3 e nem a mochila tocava no chão! Ou fazia marchas de 20, de 30 ou 60 quilómetros. Sem cansar! Ou batalhava em trabalhos físicos pesados, sem uma queixa, uma dor de costas ou de braços, ou do que quer que fosse. Vou mesmo à urgência, onde chego às 15,20 horas e me inscrevo. Queixo-me das dores que me afligiam e rapidamente fui chamado à sala de triagem - o antigo gabinete dos médicos da urgência. Conheço bem o sítio, já por lá estive outras vezes. Um par de enfermeiros, gentil, recebeu-me com simpatia e atenção. Ouviu-me, fez perguntas e examinou-me, testou-me. Sou esclarecido que o Serviço de Urgência não tem especialistas e que passo a fita amarela. A de urgência! «Se repetir as reacções, antes da consulta, venha ter connosco, para fazer o exame na maca e o registo», avisaram-me. Os enfermeiros são simpáticos. A mais nova parece-me estagiária, mas ambos são atentos e cortezes. Sinto-me confortado. Passo à sala de espera das consultas - um antigo consultório das urgências. São 15,30! Sei, entretanto, que as urgências, nesse momento, estão com dois médicos. Uma, desde a manhã, um que entrou mais tarde, vindo de Aveiro. «Faz a consulta e, se for o caso, é transferido», disseram-me na triagem. Ver edição SP impressa |