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Há horas cruciais…
Jul 16,2013 00:00
by
Almeida Roque (Comendador)
A semana que terminou no dia seis, foi uma espécie de furacão que, inesperadamente, abalou os já pouco firmes alicerces do actual Governo, com a «demissão de Paulo Portas. Foram sete dias de altos e baixos, que poderemos carismar de tragédia, mas que, por vezes, também pareciam comédia. Foi tendo em conta estas situações, que escrevemos o nosso comentário para os jornais do dia 10/7, no qual fazíamos um veemente apeio ao Senhor Presidente da República, pedindo (mais uma vez) a sua intervenção, mesmo sabendo da sua improbabilidade a 99%. Embora conhecendo o pouco valimento que os poderes políticos dão às «opiniões» estranhas, enviamos o nosso pedido a Sua Exª., ainda que o desenrolar dos acontecimentos nos levasse a pensar a sua preferência pela remodelação em marcha. O caminho provável será pois, a aceitação da nova fase, que terá pela frente a tão falada Reforma do Estado. Esta (reforma) está claramente explicitada, no programa que o actual Governo apresentou à Assembleia da República, depois de ter tomado posse e que mereceu o nosso entusiástico aplauso como, certamente, o da maioria dos Portugueses, e sem a qual ninguém conseguirá Governar o País, ao menos com razoável êxito. Será essa reforma que Paulo Portas vai agora realizar?! Um vez mais ousamos afirmar: ninguém conseguirá Governar Portugal e fazer dele um País moderno, com apoio social e um bom sistema de saúde pública e assistência à infância e velhice, sem as reformas da Constituição e das leis laborais! Um pré-aviso: estas reformas não pretendem tornar mais difícil a vida dos trabalhadores mas, ao contrário, melhorá-la, com a sua adesão a um novo modelo de Progresso e Justiça, incompatíveis com sistemas sociais que mais parecem fábricas de ociosidade, pelas regalias que proporcionam aos que não trabalham, maior rendimento do que teriam, se estivessem trabalhando! Apesar dos reparos que esta remodelação possa merecer, não temos dúvidas de que, a não ser com um Governo alargado na forma que pedíamos ao senhor Presidente, a alteração apresentada é, para já, a melhor solução, até pela incapacidade das oposições, tendo à cabeça um político que de Seguro só tem o nome, tal a insegurança e vazio das suas mal engendradas propostas. A grande responsabilidade desta hora recai, inteirínha, sobre Paulo Portas. Ele, bem ou mal, foi o autor da crise; Deram-lhe tudo, a seu pedido, ou não, para que possa demonstrar a sua capacidade! Este é, sem dúvida, um tempo bi/crucial. Primeiro, para todos nós, que somos Portugal. Depois, para ele - que vai jogar TUDO e espero que se lembre o que lhe disse, um dia já distante, em Fermentelos. Por Portugal e, apesar de tudo, também por ele, faço votos por uma vitória que nunca poderá ser completa, em função das limitações antes referidas! Os portugueses têm o direito de exigir e o Partido Socialista e o PSD - que fizeram esta Constituição, em tempo revolucionário e com a Assembleia da República sitiada -, têm agora, a responsabilidade de, em colaboração com o CDS, a modificarem, para que o nosso país se possa Governar e Modernizar. n ALMEIDA ROQUE u PS: Depois de já termos elaborado este comentário, veio a opinião Presidencial contrariá-lo! Ver (abaixo) o comentário a esta. n AR A falta de liderança A falta de coragem do senhor Presidente fez abater sobre os portugueses uma tragédia que tem semelhanças com uma bomba atómica e que, fatalmente, vai semear o País de destroços e desiludir a Europa. A sua atitude é a confirmação da sua incapacidade de liderança, indispensável para quem ocupa o seu lugar, e a sementeira de dúvidas geradas pela sua clara indecisão, podem recair sobre os portugueses, como “um verdadeiro furacão tropical”! A insegurança das suas posições é uma clara demonstração de que preferiu resguardar as suas comodidades, a salvar o País! Quando Sua Exª. diz, no seu discurso, que um acordo entre os partidos do Governo e o PS pode ser alcançado com alguma celeridade, recorrendo a uma personalidade de reconhecido prestígio, está a dar-nos razão para os duros comentários que antecedem, confirmando, pelas suas palavras, que ele próprio não se sente com capacidade para a missão de que quer incumbir outrem, apesar da superioridade que lhe é conferida pelo prestígio da sua posição. O senhor Presidente não teve contemplação por quem, melhor ou pior, nos tem governado e esqueceu o País, porque gerou dúvidas que todos nós vamos pagar muito caro! Só se lembrou dele, não querendo assumir a responsabilidade que esta pobre Nação lhe exigia, que era, e é, um Governo de Salvação Nacional, como fez o Exmo. senhor General Ramalho Eanes e como nós já havíamos sugerido por duas vezes a Sua Exª. Portugueses: Os tempos difíceis que, claramente, nos reserva o futuro, exigem de nós um atento esforço de observação, para diferenciarmos quem são os maiores culpados da mais do que difícil situação em que o País se encontra, em risco, até, de perder a sua identidade! Quem foram os culpados da nossa dívida duplicar em quatro anos (2007/2011)? Quem levou o País à insolvência e tanto clama contra os credores, tendo aceitado as condições impostas? Quem é que sistematicamente se recusa a colaborar nas medidas indispensáveis para debelar a situação? Quem são os que, logo a seguir à posse do actual Governo, embora tendo o direito à critica honesta, têm feito diariamente, reuniões ou comícios, em tudo semelhantes a um clima pré-eleitoral? A nós parece que são esses os grandes merecedores de um julgamento honesto dos PORTUGUESES responsáveis! n ALMEIDA ROQUE
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