Aguada de Baixo: A defesa da freguesia
May 22,2013 00:00 by Comendador Almeida Roque
Li na Soberania seu artigo na defesa da Freguesia de Aguada de Baixo, no qual punha em evidência as valiosas instituições existentes para justificar, por essas razões, o direito de continuar a ser sede de freguesia.
 
Compreendo as suas frustrações e felicito-o pelo interesse demonstrado a favor da Sociedade Aguadense, na qual, por ligações familiares, também estou integrado.
A tradicional inconstância dos políticos, ao longo da nossa história, tem passado o tempo a fazer e desfazer. Assim, no último meio século, dividiram, fazendo novos concelhos e freguesias para satisfazer clientelas! Entretanto, os governantes actuais entenderam, em muitos casos com razões válidas, fazer algumas correcções.
Infelizmente, a pouca experiência e o “Sistema“  fizeram mossa e, se houve objectivos sérios, eles falharam retumbantemente, porque os Municípios impõem a sua lei.
Havia e continua a haver necessidade de corrigir exageros recentes, ou aberrações antigas,  como concelhos com menos de 3 000 habitantes e muitas injustiças que prejudicam populações, a exemplo do que acontece no concelho de Águeda, onde o Motel de Albergaria e a Cavada Nova, constituída por um grupo de casas, a norte do motel, se situam a 14 quilómetros da Câmara de Águeda e a 500 metros da de Albergaria.
Creio que será oportuno, em função do que estou a escrever, relatar uma história verdadeira - que consta das actas da Câmara de Águeda, quando exerci o segundo mandato de vereador.
O dr. Flausino, médico, homem bom e presidente do Município de Albergaria, oficiou a Câmara de Águeda, a pedir autorização para fazer a electrificação daquela pequena povoação (que em 1970/71 não tinha ainda o privilégio de poder usar a electricidade que lhe estava à porta). Em reunião ordinária da Câmara, a proposta foi submetida à votação e, dos seus sete elementos, o único voto a favor foi o meu!
Interpelado por mim, amigavelmente (após a votação), o presidente, que era católico praticante e muito meu amigo, de como podia um católico ter uma atitude tão pouco caritativa e  egoísta, ele respondeu-me: «Ó homem, se eu votasse a favor até me matavam». Creio que queria dizer que o matavam politicamente!
A única resposta que me ocorreu na altura foi dizer-lhe que tentassem matar-me a mim, que era mais jovem e podia defender-me melhor!
Menos gravoso, mas nem por isso menos importante, são casos como Casal d’Álvaro, Oronhe e Casaínho de Baixo pertencerem à freguesia de Espinhel, Casaínho de Cima a Recardães ou Paradela a Espinhel.
Estes casos são do conhecimento local mas iguais e muito mais injustos e prejudiciais para as populações, são aos milhares neste pequeno País.
Aguada de Baixo, por intermédio de Celestino Reis, expõe os trunfos que julga válidos para desejar continuar a ser freguesia e, para além da injustiça de o Bidoeiro pertencer a Sangalhos, foi mal anexada, porque o interesse e a génese das populações aconselhava que, a ser anexada, fosse a Aguada de Cima.
Aqui tem, meu caro amigo, a minha consciente e desinibida opinião, fazendo votos para que seja encontrada a forma mais justa de satisfazer o interesse dos cidadãos, tantas vezes vítimas indefesas dos embustes políticos.
Por último (nem sempre os últimos merecem esse lugar), quero agradecer a um Aguadense digno desse nome, os seus elogios a meu respeito, até porque estou pouco habituado.
 Resta-me augurar que seja possível, num futuro próximo, acontecer o milagre, de aparecerem a Governar-nos, Homens honestos e sabedores, dispostos a corrigir estes e ainda outros erros (?) com os quais, estes embusteiros democratas, cerceiam a nossa liberdade!
- ALMEIDA ROQUE