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OMO lava mais branco...
May 08,2013 00:00
by
Luisa-Mello
Aqui há uns tempos, repetia-se este anúncio “ad infinium” sobre um detergente que surgiu a substituir o azul e branco dos sabões artesanais e as lixívias, que, muito repetidas, punham a roupa em fanicos a médio prazo. Há que tempos que não lembrava do réclamo! Até que me apareceu no ecrã da RTP a figuraça de José Sócrates.Devo confessar que não levei a termo todo o programa da lavagem: tenho andado a seguir no Canal Memória a magnífica série Alves dos Reis que não tive oportunidade de ver quando foi exibida porque estava então a dar aulas à noite. Ainda assim, ouvi o suficiente para ficar cheia de azia e voltar para a história do Alves dos Reis, que era um impostor muio mais simpático que o o do outro canal. A primeira sensação que tive, logo de entrada deste último, é que tinha recuado em menos de um fósforo para aqui dois anos atrás. Mais do mesmo, não! A máquina da propaganda e da vitimização ressuscitadas e de boa saúde, não! Tive tempo de entender que todos perceberam mal as intenções redentores do senhor. Havia uma solução para a crise e Sócrates tinha-a! Estava mais ou menos embrulhada no PEC4, fôsse lá o que isso fosse, e nós, burros, não vimos a salvação! Sócrates perdeu a eleição porque, os seus governados não passavam de uma cáfila de camelos, ponto final parágrafo.. E porque Cavaco amuou, por não ter sido informado da “password” do PEC IV! Foi por esta altura que a azia me começou a atacar e até a refinar, quando me lembrou da manobra de Sampaio, ao deitar abaixo um governo maioritário, assim que descortinou um 1º. Ministro ao seu gosto… Coisas que só lembram a quem é muito faccioso. Voltei ao Alves do Reis - que até estava a ser preso por essa altura… e regressei ao Canal Um quando me pareceu que devia estar pela hora das despedidas. Ainda não. Sócrates tinha começado a sua retórica com a palavra”embuste” para classificar o julgamento que a maior parte do país tinha feito da sua governação, e continuava a falar do embuste, o que não deixava de ser normal: do que há--de falar um embusteiro?! A certa altura, lançou até uma frase de belo efeito: “Governar é dar esperança". Pois, - pensei, o pior ainda foi isso! Teve tempo de chamar ignóbil à generalidade da comunicação social que o hostilizava e olhem que ignóbil é uma palavra que, em tempos ainda não muito recuados, só era “encaixada” com duelo salvador da honra! A comunicação social de agora também não é lá essas coisas mas ignóbil, que ideia!… Para finalizar - que até armarmo-nos em Ramalho Ortigão a lançar “Farpas”, cansa…- só mais três comentários: 1) Há gente cá com uma lata! - 2) Estamos na Páscoa, tempo de reconciliação e paz; ainda assim, aparecer-me Sócrates feito Cordeiro Pascal, pronto a dar a vidinha por todos nós, essa é que não encaixo! - 3) daquele comentarista, vi o que tinha e ver! |