As artimanhas do 13!
Jan 09,2013 00:00 by António-Silva
Entrámos em 2013 e o mundo não acabou, apesar das profecias preverem o colapso do planeta Terra. O fim de tudo!
Felizmente, chegámos ao primeiro ano 13 do século e do milénio (número de sorte,  na cultura oriental, de azar no mundo ocidental). Talvez se confirme o azar do 13, quando formos obrigados a vender as últimas jóias da família, porque as do Império já lá vão há muito, para bem dos macaenses!
Os povos, ao longo dos séculos,  mistificaram o 13 e basta haver um para logo ficarmos de pé atrás. Não raramente, entra-se em êxtase ou fobia, conforme a zona do globo!
Na última ceia, eram 13 à volta da mesa e, ao outro dia, Jesus era crucificado.
Na mitologia nórdica, havia 12 deuses convidados para um banquete e, sem ser convidado, apareceu o décimo terceiro, deus do fogo, que armou uma briga e acabou com a morte de um deles.
No tarôt, o número 13 significa morte.
No Rio Grande do Sul, a polícia brasileira identifica a loucura com o número 13.
No Canadá, normalmente, os prédios não têm o piso 13.
Superstições à parte, por serem o resultado de crendices que se perdem nos tempos, nós enfrentamos os problemas com o realismo que eles merecem.
SP entrou no seu 135º. ano,  contabilizando todos os números trezes e vai continuar a ser um arauto de transparência e verdade, sem se deixar enredar na tentação de invenções numéricas, para ser grande. Sempre a mania da grandeza, mesmo quando somos pigmeus!
Soberania do Povo já é grande! Grande no respeito pelos seus trabalhadores, leitores, correspondentes e anunciantes. O seu estatuto não lhe permitirá nunca fugir à verdade. É a nossa forma de honrar a memória de um passado que muitos almejam, mas poucos experimentaram.
Mas, francamente, parece que o 13 está a manifestar-se por aí!  
2013-01-03
n a.a.silva