|
Efeméride: Hospital-Asylo Conde de Sucena completa 90 anos de bons serviços
Aug 14,2012 00:00
by
RSP
Completaram-se ontem, dia 15 de Agosto, 90 anos sobre a inauguração do Hospital-Asylo Conde de Sucena, mandado construir, em 1901, pelo Conde de Sucena e cedido à Santa Casa da Misericórdia de Águeda em 1922, justamente no dia de Nossa Senhora da Boa Morte, padroeira da instituição.Na edição de 17 de Junho de 1922, Soberania do Povo reportava assim a cedência do edifício do Hospital à Misericórdia de Águeda, dois dias antes: “O grande benemérito e nosso ilustre conterrâneo, senhor Conde de Sucena, acaba de ceder à Misericórdia de Águeda o magnífico edifício que Sua Exª. há anos mandou construir nesta vila para hospitalização de enfermos. O sr. Conde de Sucena veio ontem a Águeda assinar, naquele edifício, a escritura em que, mediante determinadas condições, é feita essa cedência. Junto do Hospital aguardava-o, com a Filarmónica desta vila, uma grande multidão de pessoas de todas as classes sociais, que o aclamaram com indescritível entusiasmo. Discursaram, enaltecendo com justas e comovidas palavras, o generoso rasgo do sr. Conde de Sucena, os senhores Conde d’Águeda, dr. António Tavares da Silva e dr. Cherubim do Valle Guimarães. A multidão interrompia frequentemente os oradores, apoiando-os calorosamente nas referências mais elogiosas ao benemérito titular. Além do edifício do Hospital, destinado à instalação imediata de uma enfermaria, o benemérito titular ofereceu um conto de reis em seu nome, outro em nome da senhora Condessa de Sucena e outro em nome do seu filho Conde de Sucena, José, ficando cada um destes três generosos titulares a custear as despesas com uma cama na referida enfermaria. Tendo-se o senhor António Breda encarregado de escolher os objectos necessários para as enfermarias, tomou, também, o senhor Conde de Sucena a seu cargo o pagamento desses objectos, assim como a compra, em Paris, onde em breve regressa, dos ferros de cirurgia que aquele distinto operador indicar como indispensáveis. O nobre titular dará ainda à Misericórdia os objectos que pertenceram ao hospital que seu filho instalou na Borralha, por ocasião da epidemia da gripe pneumónica. (...) À saída do Hospital, o povo aclamou novamente e delirantemente o magnânimo Conde de Sucena, saudando também os nomes da senhora Condessa e do sr. Conde de Sucena, José. Entrando o ilustre titular na carruagem que deveria conduzí-lo à sua casa da Borralha, o povo desatrelou os cavalos dessa carruagem e entre os aplausos constantes da multidão, conduziu ele essa carruagem, sendo o sr. Conde de Águeda muito ovacionado nas ruas desta vila”. VER TRABALHO COMPLETO EM EDIÇÃO SP IMPRESSA |