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8742
Aug 01,2012 00:00
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CV
A chamada reforma administrativa anda a fazer palrear muitas "vozes do dono", sem saberem bem o que dizer. 1 - A Assembleia Municipal de Águeda, que supostamente emitirá parecer sobre tão profunda cousa, ainda não disse nada de novo ao mundo. A Câmara, sempre muito aprofundada nos grandes dossiês, nem de tal coisa parece querer ouvir falar. As Assembleias de Freguesia, na sua humildade e generosidade políticas - e ingenuidade, digo eu -, vão dando o seu braço a uma decisão governamental (ou troikal) que, aparentemente, "chumbam" com todas as letras e votos. 2 - Falta que, de corpo inteiro e sem temores, se assumam (as AF), defendendo a identidade histórica, cultural, patrimonial e geográfica, até política, das suas freguesias - que se demandam de séculos e muitas gerações e, mal eu diga, deve ser respeitada. 3 - A reforma administrativa está inquinada de base. Logo, porque, riscada em mapas, ninguém a sabe explicar bem. Depois, porque os agentes do governo, não são mais que a voz do dono. E dizem o que ao dono interessa. 4 - Um destes dias, numa dessas sessões para dar parecer, disse o que pensava sobre o assunto: que não devemos aceitar que, lá de Lisboa e nos prazeres do ar condicionado e das prebendas milionárias que até nos ofendem, nos mande essa gente fazer o que bem quer e não nos ouça. Que não podemos baixar o pescoço à canga que os querem fazer carregar. É isso que penso e aqui deixo registado. Deixem lá as autarquias em paz e façam dieta nas prebendas que gozam os privilegiados de um Estado falido. Falido, que estará, mas não por causa das autarquias n CV |