Clube da Venda Nova: Vocês não têm cá mosquitos para fazer a polinização
Apr 04,2012 00:00 by RSP
Apostados na internacionalização das relações económicas e sociais, com vista ao engrandecimento e modernização do município, os homens do aparelho tem-se desdobrado em encontros e meatings com governantes de
outros países. Assim, o Clube da Venda Nova recebeu figuras públicas da República de S. Tomé. Cumprimentos formais, fotografia de grupo, discursos de circunstância e a revelação dos objetivos. «Vimos aqui aprender com a vossa experiência de boas práticas industriais e administrativas e a vossa influência para consumação de um desígnio que há muito perseguimos», disse o administrador do distrito de Cantagalo, continuando: «A exploração e engarrafamento de
água. Temos água de excelente qualidade, mas falta-nos o know how...». Como se tivesse uma premonição, apareceu imediatamente o Carlos Abano das Águas, que ofereceu o seu saber e, aproveitando a ideia, declarou
que podia ser ele mesmo a montar a empresa: «E por ser em Cantagalo, vamos todos às Almas, ao Vidal». Entretanto, o Gil Pedalais, enquanto saboreava uma orelha de leitão, pediu aos interlocutores, incluindo o Ministro dos Assuntos Parlamentares de S. Tomé, que colaborassem num objectivo de grande
importância:
«Como viram, nós temos uma grande área agrícola no concelho de Águeda e é célebre, o Campo de Assequins, por ser geologicamente puro e úbere, mas está a pousio».
«Isso é, na verdade, penoso - acrescentou o João Piedoso - e nós ponderámos em plantar ali qualquer coisa diferente, lembrámo-nos de cafezeiros!».
«Isso é boa ideia - comentou o Carlos Abano - o dr. Joaquim Almada de certeza que compra a produção toda!».
«Mas os nossos cafazeiros não dão café moído...».
«E vocês não têm cá mosquitos para fazer a polinização», obstou o administrador de Cantagalo.
«Isso não é obstáculo - disse o Jorge Enfermeiro - trazem-se de lá uns mosquitos em gaiolas e espalham-se por aí».
«Então está bem!», concordou o João Piedoso.
«Também pensámos e seria bom, até para o meio ambiente, em substituir os eucaliptos, infestantes e esterilizadores que há por essa serra acima, por cacaueiros», informou o Gil Pedalais.
«E isso era boa ideia - acrescentou a Excelsa da Corga - com este
desemprego, instalavam-se aí umas fábricas de chocolates...”.
Algum tempo depois, o Gil Pedalais, na sala VIP do Aeródromo do Casarão, despedia-se dos seus pares, para embarcar par a cidade irmã de Rio Grande. Levava um saco cheio de folares da Páscoa e um deles,
de seis ovos, era para o prefeito: «Aproveito também para tentar
convencer os nossos irmãos de Rio Grande a virem investir em Águeda, em tabletes e caramelos de chocolate!».