2012: Mais do mesmo, em Águeda?
Dec 28,2011 00:00 by jneves
Em véspera de novo ano, a pergunta que muitos dos nossos conterrâneos farão será, afinal, como vai correr a vida concelhia, que caminhos trilhará quem nos governa, no cumprimento das obrigações, desafios e esperanças, assumidas por eleitos e eleitores,  em dia de eleições?
Se é certo que o tempo natalício é época propícia à fraternidade, à paz e ao intervalar dos problemas e sua discussão, também não será pedir muito aos nossos políticos para que façam uma análise crítica do seu trabalho e se atingiram as metas e objectivos a que se comprometeram junto das populações.
Águeda a as suas 20 freguesias precisam sempre mais, mas a ideia e constatação que hoje se verifica é o cada vez maior afastamento da autarquia citadina face à vida quotidiana dos aguedenses  A Câmara  já não intervém, com a celeridade a que estavam habituados, na resposta a muitos dos seus legítimos direitos, abandonando-os à sorte, por  outros caminhos, novas entidades, mais  burocratas e muitos guichets.
Afinal, para que serve a Câmara, que funções vai ter no futuro, que podem esperar dela, no amanhã, os munícipes?
Nos dias de hoje, os planos anuais têm sido cumpridos, as obras estão à vista, a vida quotidiana é menos complicada?
E a Assembleia Municipal, tem sido voz atenta, crítica e definidora de uma estratégia consequente de desenvolvimento concelhio?
Ou será que andam todos os partidos  à espera das próximas eleições, para subir ao palanque, reunir o rebanho e apregoar o sol na eira e a chuva no nabal?
2012, o ano  novo que nos bate à porta, vai ser “mais do mesmo”?
Nós desejaríamos, bem  ao  contrário, que a política concelhia se olhasse ao espelho e, por uma vez, Águeda estivesse na prioridade  das suas preocupações, afastando quezílias sectárias e trabalhando em conjunto para o muito que há por fazer na nossa terra.
Porque só assim a democracia rejuvenesce e se afirma o poder local como  a força essencial na construção da tão desejada qualidade de vida da sua população.
Muitos sonhos, Beatriz, porque a esperança é a última a morrer!
n JNS