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Foi muita sorte!! (1)
Sep 15,2011 00:00
by
MJHM
Nós saíramos de Lisboa voando, com a TAP, rumo a Nova York, no sábado, 8 de Setembro de 2001. Voo sem história, nem mesmo a costumada turbulência do Atlântico Norte se fizera sentir. Partida e chegada no horário. Tudo nos conformes… como se diz na gíria. Estão prestes a completarem-se cinco anos. Viagem de recreio idêntica às que minha mulher e eu temos feito ultimamente, no intuito de proporcionar aos filhos, aos netos e aos “apêndices”, um melhor e (para eles) menos oneroso conhecimento das paragens e das gentes que, ao longo da vida ,fomos conhecendo e contactando. Na impossibilidade de levarmos sempre todos a reboque, ora é a vez de uns ora a dos outros. Daquela feita éramos nove: os dois patriarcas (minha mulher e eu próprio), três filhas, três netos e um genro. PRESSENTIMENTO: Quem me conhece ou quem me lê não há-de ignorar que sou pouco (para não escrever nada) sensível a incursões metafísicas convicto, cada vez mais, de que somos apenas pó e apenas pó continuaremos a ser depois de exalado o derradeiro suspiro: o espírito (ou o que consideramos ser o espírito) não é mais do que uma manifestação da matéria, ainda que intrigante, surpreendente e evoluída mas… matéria. Nesta ordem de ideias, acabei por ligar pouca importância a uma espécie de pressentimento - de que me fiz eco junto de alguns dos companheiros de viagem - que me “aconselhava” a não ir a Nova York daquela vez. A recordar as bruxas em que não acreditamos, pero que las ay , ay… Chegados ao hotel, situado na esquina da 5ª. Avenida com a rua 55, desfeitas as malas (como é chata a “intendência” de quem viaja…) logo nos dirigimos ao Central Park, na praça dominada pela imponente fachada do Hotel Plaza, onde estacionam inúmeros coches puxados por uma ou mais parelhas de cavalos vistosamente engalanadas. Não tardou que nos déssemos conta de que o famoso hotel, então recentemente adquirido pelo milionário Donald Trump, estava fechado para renovação, o que tornava inviável reservar mesa para o melhor e mais conhecido brunch de NY, conforme tencionava, de modo a que mergulhássemos tão depressa quanto possível num dos locais novayorquinos “where the action is”. TORRES GÉMEAS: À míngua de hotel, decidimos dar uma volta pelo Park num dos coches acima referidos. Findo o passeio, logo nos dirigimos para o local onde se reservavam e vendiam bilhetes para as mais diversas excursões, excursões essas já programadas e que incluíam, entre inúmeras outras, visitas ao Empire State Building, ao Museu de Arte Moderna (MOMA), ao Gugunheim e - como não poderia deixar de ser - às Torres Gémeas do World Trade Center … Da agenda que então elaborámos, resultou a aquisição de bilhetes para o Empire State, na segunda-feira, dia 10, logo depois do almoço (almoço que seria no Bice, s.e.o. situado na rua 54, entre a Madison e a 5ª. Avenida) fixando para a manhã de terça-feira, dia 11, a visita às Torres Gémeas, visita essa que seria seguida de almoço no célebre restaurante Sky of the World, localizado no último andar de uma delas. Terá começado nessa altura a nossa (vitoriosa) corrida contra a morte? Repare-se: Não tendo nada que fazer para além da programação turística, ser-nos-ia indiferente chegar ao WTC a qualquer hora mas não tão cedo que viesse a mediar um grande intervalo entre a chegada ao local e a hora do almoço. Assim sendo, combinámos, na véspera, encontrarmo-nos no restaurante do hotel para tomar o pequeno-almoço, ao redor das 9 da manhã, “apontando” para as 11 a chegada ao WTC. Um a um, fomos chegando. Vindos os mais dorminhocos directamente dos quartos e os outros da rua, já depois de um salutar passeio matinal. (Minha mulher da “sua” missa na Catedral St. Patrick a dois ou três quarteirões do hotel) Continua na próxima edição
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