Ordem dos Arquitectos considera "inaceitáveis" os concursos da Câmara de Águeda
May 29,2011 00:00 by SP


A Secção Regional do Norte da Ordem dos Arquitectos (OASRN)  declarou como “inaceitável” o concurso público lançado pelo Município de Águeda para os projectos de execução do Museu Ferroviário  (Sernada: Museu Vivo e Zona Envolvente) e do do Núcleo Museológico da Macinhata do Vouga e Zona Envolvente.


“As condições não asseguram os princípios da efectiva concorrência, nem o digno exercício da actividade profissional”, diz a OASRN, acrescentando que “não asseguram o regular exercício da actividade profissional, contrariando os princípios e regras do Estatuto da Ordem dos Arquitectos e do seu Regulamento de Deontologia”.
A OASRN considera “anormalmente baixo” o preço de 30.000 euros, quando o preço-base de procedimento é 60 000.  “É manifestamente desproporcionado, face às obrigações impostas às equipas projectistas”, sublinha a OASRN, referindo que “o critério de adjudicação é o do mais baixo preço”, o que contraria o Estatuto da Ordem, que determina que “os arquitectos devem abster-se de exercer competição fundada unicamente na remuneração” e que “nas suas relações recíprocas,  devem basear a concorrência apenas na competência.”.
“As condições para o acesso à encomenda pública e exercício da actividade profissional da arquitectura não se coadunam com o consciente, regular e responsável exercício da profissão, contrariando os princípios e regras do Estatuto da Ordem dos Arquitectos e do Regulamento de Deontologia”, diz a OASRN, aconselhando os seus membros a absterem-se de participar no  concurso.
A OASRN denunciou ainda o concursos para a reformulação de açude e criação de onda estática no rio Águeda.