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Feb 02,2011 00:00
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CV
Águeda aperaltou-se para inaugurar as obras da Escola Secundária Marques de Castilho. Investimento de vulto: 11 milhões de euros. Continuam as da Fernando Caldeira e as da Adolfo Portela serão apresentadas no dia 9. 1 - O ensino de Águeda, o da cidade, fica(rá), de três “penadas”, com três escolas novas, embora com menos alunos. E deu-se até o caso estranho de, na Fernando Caldeira, se ter destruído uma biblioteca nova, inaugurada um ano antes, para se fazerem as novas instalações. Para cada vez menos alunos, menos turmas e menos professores. 2 - As escolas primárias das aldeias estão a ser fechadas e dadas a instituições locais. Porque não há alunos. As aldeias desertificam-se. Era básico o ensino que se ministrava nestas antigas primárias e básico é o princípio da desertificação: sem escolas não há alunos, sem crianças não há comunidades humanas que resistam. Extinguem-se. 3 - Talvez valesse a pena amadurecer um estudo sobre estas matérias. Em vez de andarmos todos nesta babilónia de investimentos, de grandes escolas, grandes ideias e enormes projectos, para mega-agrupamentos que vão desumanizar a escola e os seus utentes. 4 - O desemprego é menor em Águeda. Ligeiramente! Dados sindicais indicam que, a valores de Dezembro de 2010, há menos 207 desempregados que no mesmo mês de 2009. É bom sinal: a economia de Águeda sobrevive. Sobrevive pelo mérito das muitas e boas pequenas e médias empresas que formam o seu tecido industrial. 5 - O Clube Macinhatense já foi sede de grandes espectáculos de companhias nacionais. Capital de cultura. Aos 83 anos, que vai comemorar a 12 de Fevereiro, abre as suas partes ao teatro e aos actores locais. Ao folclore e ao Etnográfico de Macinhata. Ganha a freguesia e valoriza-se a cultura de Águeda. n CV |