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Dividir a esmola pelas aldeias
Jan 19,2011 00:00
by
jneves
Já na antiga Grécia defendiam os sábios que quando a hora é de crise, fraca colheita e a nova abundância uma miragem, a esmola devia ser dividida pelas aldeias, distribuída por todos e não deixar uns à porta e os outros ao ferrolho. Afinal, os seus habitantes eram cidadãos com iguais direitos e não era justo absolver quem rezasse mais ou dar-lhe mais “pão-nosso de cada dia “ para a sua mesa, pelo facto de mais pedir. Cabia, assim, aos políticos no poder terem o equilíbrio da equitativa distribuição da riqueza, sem olhar a “castas”, religiões ou interesses mesquinhos. Também hoje é ponto assente que o desenvolvimento das comunidades e dos países deve seguir os ensinamentos da História: realizar as obras onde elas fazem falta, aproximar os povos nos laços da solidariedade e canalizar os recursos em excesso para regiões de carência e subdesenvolvimento. Todos os dias a Europa e a Comunidade dão disso exemplo, com programas continuados de ajudas e um discurso politico consequente, virado para a construção de uma condição de vida digna dos seus povos e incentivando o poder local e os seus autarcas a fazer o mesmo. Acreditando-se que a politica de Águeda assim pensa, não se compreende e é estranho -muito estranho mesmo – que a segunda maior freguesia do concelho, Agadão, terra de gente simples, de gerações de emigrantes, flagelada pela desertificação, fustigada nos incêndios de verão, não tenha merecido UM EURO da Câmara de Águeda, no Plano de Actividades para 2011. Não é tempo da política da Câmara e Assembleia Municipal andarem distraídas e não passa pela cabeça que alguém se lembrasse de excluir Agadão. Incluir e não excluir. Mas os políticos também erram e não ficaria mal, se a Câmara do PS o reconhecesse e soubesse emendar a mão. Porque para grandes males, grandes remédios. Não é, Beatriz? n JNS |