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Jan 19,2011 00:00
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CV
ÁGUEDA tem uma remodelação dos serviços de saúde em execução, faltando saber se vai servir melhor o povo que carece de cuidados e não tem bolsa para tratamentos privados. 1 - O que se anuncia (páginas 8 e 9) é uma concentração de serviços que vai a desencontro da propagada descentralização que o governo defende para umas coisas e rouba a outras. Podem os utentes de Agadão, sem meios de transporte próprio ou financeiros, deslocarem-se facilmente à Unidade de Cuidados de Saúde Personalizada de Águeda? Não, não podem. 2 - O mesmo acontecerá aos de Belazaima ou Castanheira do Vouga. Ou, no caso da UCSP de Macinhata do Vouga, aos de Macieira de Alcôba e do Préstimo, até aos de Valongo. E o que dizer dos utentes de Travassô, Ois da Ribeira, Aguada de Baixo, Trofa/Mourisca, Segadães e Lamas para ir à UCSP de Recardães?! Nem transportes públicos há. 3 - A escassez de médicos será a causa próxima desta reorganização dos serviços de saúde. Águeda, em todas as suas UCSP, terá... 24! Imaginem, apenas 24! E porquê? Uns porque se reformaram, deixaram de prestar serviço! Outros, porque... não há. Pura e simplesmente. As faculdades não preparam médicos em número suficiente. É este o Portugal que nos prometeram? Não, não é. É o Portugal que sobra da nata política que nos governa. n CV |