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A minha homenagem à Soberania do Povo
Jan 12,2011 00:00
by
Manuel Armando (padre)
Entrar na casa dos cento e trinta e três anos É lutar e vencer tempestades e desenganos, Mostrar força, verdade e pujança, Fugir dos desafios de uma vida mansa E lançar-se, sem vergonha nem medo, Na busca do homem que, bem cedo, Se aperceberá da mentira ou da verdade Que se experimenta nesta sociedade. Levar notícias, anúncios e outra qualquer informação, Partilhar angústias e dores de coração Dos quantos esperam, em cada semana, A ideia, a opinião e o sentido que a todos irmana, No caminho de procura do saber e da paz, Pelo mal que se evita e pelo bem que se faz. Quando a escrita vence toda e qualquer solidão, Pois quem escreve e quem lê se encontram em comunhão; O perto se estende até bem longe, Como a lonjura a tornar-se perto, na oração de um monge. Sorrateiro, em silêncio mas, pressuroso, Entra na porta do rico e na do pobre ansioso. A uns levará grandes linhas de alegria, Traçadas no esforço do espírito e da euforia; Para outros, pelos saudáveis impulsos da sua natureza, Será arma que vence a saudade e a tristeza. Não seremos capazes de pesar os benefícios Acarretados, tornando mais leves os ofícios, Porque há partilha do saber, sentir e fazer Da vida, em cada qual, um montão de prazer A provecta idade, que ora celebramos, do nosso Jornal É um peso que nunca lhe fará mal. Vamos ampará-lo e libertá-lo de quaisquer danos, E augurar-lhe, sinceramente, o “ad multos annos”. Brindemos, por isso, desejando como sempre, e de novo, Que nunca venha a faltar a “SOBERANIA… ao POVO”. n MANUEL ARMANDO |