Uma grande fortuna: António Champallimaud
Oct 22,2010 00:00 by AR
Há pessoas, em Portugal, que amealharam fortunas por esse mundo fora, através das empresas que criaram e que deram trabalho e pão também a muitos concidadãos.
Os exemplos desses êxitos, de uma maneira geral, são considerados por determinadas correntes políticas como praticados por “exploradores”…
Tenho para mim que se trata de “correntes” invejosas e que são incapazes de criar riqueza… Quem nos dera que essa plêiade de empreendedores não fosse multiplicada… Isso significaria menos miséria… Porque os tais “exploradores” normalmente não “comem” tudo o que ganham… Parte dos lucros gerados pelas empresas são reinvestidos e proporcionarão a “multiplicação dos pães”…
Ainda agora o país assistiu, pela televisão, à inauguração de uma obra que prestigia o seu patrono e em muito pode beneficiar a investigação e o tratamento de doenças terríveis como são a cegueira e o cancro.
António Champallimaud, que tão mal tratado foi pelos políticos e pela população, que não tinham a sua “passada” e que o obrigaram a ir criar riqueza para longes terras, deu-nos uma lição de altruísmo e humildade. A essa ostracização respondeu ele com um enorme legado para os portugueses, sem quaisquer contrapartidas…
Ao contrário de alguns outros bem conhecidos da política e da literatura, ele criou uma Fundação com os seus próprios dinheiros e não com os do Estado ou das Autarquias.
 O verdadeiro monumento que acaba de ser inaugurado junto à Torre de Belém foi por si idealizado e programado ao pormenor com a ajuda de alguns, poucos, confidentes altamente conceituados nas respectivas áreas do saber.
O arquitecto escolhido – um indiano de raízes goesas – deu forma a um sonho, com uma beleza e funcionalidade espectaculares, condigna aliás o local onde foi implantado, e que esmaga quem se debruçar uns momentos sobre a antiga doca-pesca de Pedrouços.
Aqueles que lhe nacionalizaram as suas empresas e que o fizeram partir para longes terras deviam dar hoje um sinal de arrependimento pelo mal que fizeram e que se consubstanciou no empobrecimento do tecido produtivo português após o 25 de Abril e que está bem patente nos dias de hoje. Quantos desses progressistas não estiveram em Pedrouços a celebrar essa inauguração? Alguns conheço eu. Mas também sei que eles não têm vergonha...
A obra não teve derrapagens, os prazos foram cumpridos, os dinheiros foram bem gastos e não saíram dos bolsos dos contribuintes…
Que grande lição de humildade e de desapego nos deu o Senhor António Chapallimaud… O mesmo que as forças progressistas deste país enxovalharam nas paredes das fábricas do Seixal… Ainda hoje há vestígios… Por tudo, espero que ele repouse em Paz. A sua memória será guardada por bons motivos.  n ARMANDO ROCHA