Travassô: Orfeão fez memória de Ana Paula Silva
Oct 20,2010 00:00 by RSP
A igreja de Travassô chorou Ana Paula Silva, na missa de saudade e evocação do trágico acidente do Orfeão de Águeda, de que foi vítima mortal. «Um momento pungente, emotivo e sensível», disse o padre Júlio Grangeia, na homília em que falou da vida e disse que «Ana Paula Silva está na janela de Deus, a pedir ao Senhor, por nós».
 
O templo de S. Miguel de Travassô encheu-se, com o Orfeão de Águeda e o Coro da Associação Musical Oleirense a concelebrarem a memória da secretária e coralista, roubada à vida no trágico acidente de há um ano - dia 17 de Outubro de 2009.
«Lembramos ao Senhor a Ana Paula, o acidente e todos os que, de forma indelével, por ele ficaram marcados», proclamou Júlio Grangeia, referindo que «às vezes, é preciso que aconteçam estas coisas, para darmos valor à solidariedade e à vontade de Deus; é necessário acontecerem certas coisas, para darmos valor à vida».
Os dois coros emprestaram emoção a esta celebração de partilha e memória. O maestro Paulo Zé Neto fez um arranjo do “Pai Nosso”, em latim - e as vozes encheram o templo de S. Miguel de Travassô. De emoção, de intimismo. De memória. A solista Fernanda Rios, do Coro da Associação Musical de Oleiros, fez magistral interpretação do «Aleluia», debaixo dos sons do Confutatis Band e intervalando-se uma oferta de flores do Orfeão à imagem de Nossa Senhora, num momento extremamente emotivo, simbolizando «a coesão do grupo, a solidariedade».
«Rezemos pela vida, pedindo ao Senhor pela Ana Paula e tendo presentes as circunstâncias do acidente; rezemos pela família e por toda as vítimas, para que, mais que a revolta, possam ver a luz ao fundo do túnel e compreenderem a vontade do Senhor», proclamou o padre Júlio Grangeia.