Governo Civil de Aveiro comemora 175 anos
Oct 06,2010 00:00 by RSP
José Mota defendeu, em entrevista a SP, que os Governos Civis são “um factor de coesão e de estabilidade social e regional muito fortes”. E admite que “a regionalização surge-nos como uma inevitabilidade”.

SP: Passaram-se 175 anos sobre a criação dos Governos Civis. Que importância é que isso teve para o progresso do distrito de Aveiro e para o reforço do Portugal moderno?
JM: Os Governos Civis assumiram-se, desde a sua criação, como factor de coesão e estabilidade social e regional muito fortes. Aliás, nasceram em plena monarquia, sobreviveram à revolução republicana de 5 de Outubro, continuaram no Estado Novo e são hoje um elemento integrante do sistema democrático. A sua longevidade será, porventura, o testemunho maior da necessidade da sua existência.
SP: Têm vinco muito forte na memória colectiva?
JM: O trabalho dos Governos Civis no progresso das regiões, por via das  suas competências e por ser, muitas vezes, o elo de ligação entre o Governo e as populações ou instituições, dá-lhes um peso acrescido no contexto das instituições da Administração Pública. Repare-se no exemplo do Distrito de Aveiro, que liga o norte e o centro de Portugal, abarcando, ao mesmo tempo, o quadro da tutela de Direcções Regionais do Norte e do Centro. Tem  cinco NUT’s (Nomenclatura de Unidades Territoriais) e várias comunidades intermunicipais. Até no número de dioceses isso se verifica, já que são cinco, no território distrital.
SP: É importante que todos os aveirenses tenham consciência do contributo e do papel histórico do Governo Civil...
JM: O seu papel no progresso do distrito e na afirmação de uma identidade aveirense, que subjaz, não obstante a diversidade sociológica e geográfica do nosso território. O Distrito, como facilmente se depreende é, no final de contas, o grande pólo aglutinador de toda esta diversidade. Devemo-nos sentir orgulhosos por isso.
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