Queixas da AEA/AIA: Governo deve pagar aos fornecedores
Sep 15,2010 00:00 by RSP
O presidente do CDS/PP foi recebido na Associação Empresarial de Águeda (AEA/AIA) que lhe deu nota dos “principais constrangimentos e problemas que afectam as empresas”.

O concelho de Águeda, segundo a AEA/AIA, “é um dos mais industrializados do país” e, para enfrentar a forte competitividade e concorrência externas, tem de investir e  modernizar-se, mas “está a assistir a um momento inacreditável de bloqueio ao seu desenvolvimento, tão prejudicial ao progresso local, regional e nacional”. Contribui com perto de 100 milhões de euros para a balança comercial e exporta cerca de 25% - cerca de 300 milhões de euros por ano.
A AEAA/AIA sensibilizou  Paulo Portas para “uma verdade que nem todos querem admitir”: “Sem crescimento económico não há criação de postos de trabalho, não há competitividade internacional e, obviamente, não há criação de riqueza”.
O encontro com o líder centrista serviu para a AEA/AIA alertar para o custo de energia, defendendo, por exemplo, “a produção imediata de energia nuclear em Portugal”.
Abordou os apoios do QREN, os financiamentos bancários, os projectos financiados por fundos comunitários  e o aumento das taxas de comparticipação não reembolsável dos apoios ao investimento por parte do QREN.
n Acessibilidades: A AEA/AIA não entende  porque não há uma via rápida a Aveiro nem os avanços e recuos que o processo da auto-estrada Águeda/ /Aveiro. É também urgente a ligação rápida a Coimbra e ao nó da A1 na Mealhada.
n Bancos: As dificuldades no acesso ao crédito são ínumera e a AEA considera absurdas as comissões, pois “são mais um «golpe» nos já parcos rendimentos das famílias ”.
n IVA: A cobrança deverá fazer-se pela emissão do recibo e não pela da factura. A AEA contesta os aumentos da taxa do IVA e considera que se devem reduzir os impostos sobre veículos, a TSU da entidade empregadora e o o ISP, de forma “a garantir que os preços dos combustíveis  sejam semelhantes aos de Espanha”.
n  Impostos e pagamentos: A isenção de IRC às empresas nos primeiros 3 anos de vida e às empresas nascidas nas incubadoras;  a eliminação definitiva do pagamento especial por conta e da tributação autónoma das empresas; a redução da taxa de IRC para 12.5% e em 10% a taxa quando o lucro tributável aumentar no mínimo 10% em relação ao ano anterior, de forma a estimular a produtividade e o crescimento, fdoram outras edidas propostas pela AEA/AIA - para além da isençao de IRS e TSU as horas extraordinárias realizadas pelos trabalhadores;
“Obrigar o Estado a cumprir os prazos de pagamento com os seus fornecedores” foi outra exigência anotada por Paulo Portas, no encontro com os responsáveis da AIEA/AIA, já que “para exigir, o Estado também tem de cumprir”.
n Justiça: Os atrasos na justiça dificultam o crescimento económico das empresas, segundo a AEA/AIA, no encontro com Paulo Portas.