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Paulo Portas criticou Governo na posse da Concelhia de Águeda
May 19,2010 00:00
by
RSP
O presidente do CDS/PP afirmou em Águeda que “as empresas e os trabalhadores é que andam a subsidiar isto tudo”. Paulo Portas referia-se às medidas decretadas pelo governo, que nomeadamente implicam o aumento de impostos.“Propusemos, oportunamente, medidas que não foram aprovadas e que, algumas delas, agora estão a ser executadas”, disse o presidente do CDS/PP, referindo-se, nomeadamente, a algumas obras públicas e aos vencimentos e regalias dos políticos e gestores das empresas do Estado. Paulo Portas falava na cerimónia de tomada de posse dos novos dirigentes da Concelhia do CDS/PP de Águeda e anunciou que “5ª. feira, vamos interpelar o Governo sobre as grandes obras públicas”, que se “anunciam e retiram, das intenções: o TGV, o aeroporto e a terceira ponte sobre o Tejo. “Afinal, pedem sacrifícios ao povo, para quê? Para continuar com as megalomanias?”, interrogou-se Portas, lembrando que o apelidaram de “populista, e outras coisas” mas que se teriam evitado muitos erros, se fosse ouvido: “Agora, o que o Governo está a fazer é ir ao bolso de nós todos nós”. O presidente dos CDS/PP elogiou depois a classe empresarial de Águeda, substantivando a sua opinião: “Prefiro um Aurélio Ferreira a muitos Jardins Gonçalves”, disse Paulo Portas, enaltecendo, depois, “o trabalho da Comissão Política Concelhia”, que incentivou a “rejuvenescer e trabalhar”, pelo futuro de Águeda, do distrito e do país. O mesmo tom foi seguido por António Martins, eleito centrista da Assembleia Municipal de Águeda, quando afirmou que “o partido é para os jovens, são eles quem ditará o rumo do partido e do país”. Raúl Almeida, deputado do CDS/PP por Aveiro, sugeriu que “o país precisa de equilíbrio” e Filipe Mota Gonçalves, presidente reeleito da Concelhia de Águeda, lembrou “o trabalho dos nossos eleitos, na Assembleia Municipal de Águeda” e sugeriu a Paulo Portas que suscite a discussão do problema das importações. Em particular, falou da “necessidade de diminuir as lojas chinesas”. “Os problemas do concelho de Águeda no Parlamento” foi outra questão levantada por Filipe Mota Gonçalves, depois de criticar o Governo por “desejar manter os investimentos públicos, a todo o custo e apesar do combate ao défice que prometeu, mantendo o investimento público”. “Por que razão o concelho de Águeda não dispõe de uma ligação digna à auto estrada? Já fomos um dos últimos concelhos a dispor de uma variante à Estrada Nacional nº. 1! Para acabar com a falência industrial e o desemprego, nunca antes vistos em Águeda, os acessos são fundamentais”, disse Filipe Mota Gonçalves. |