Aldeias da serra de Águeda
Feb 24,2010 00:00 by jneves
As velhinhas aldeias da serra de Águeda estão em ruínas: a velha politica abandonou-as á sua sorte e a desertificação, hoje, é uma realidade que importa combater.
Pioneira na plantação da imensa mancha florestal de Águeda, que abrange as freguesias de Agadão, Belazaima do Chão, Castanheira do Vouga, Macieira de Alcôba e Préstimo, as suas populações saíram e procuraram novos destinos e melhores condições de vida, na então indústria florescente dos centros urbanos e na emigração para países por esse mundo fora.
Mudam-se os tempos, a história avança, esfuma-se o mito da cidade, o meio ambiente regressa ás preocupações do quotidiano e o património começa a fazer parte das opções e caminhos a seguir.
A nova política e as novas gerações querem assim redescobrir valores antigos, andar de novo pelas veredas e regressar ás raízes do outro tempo.Na pedra do velho casario, disperso por essa serra fora, tem Águeda uma história para aprender. É uma história que está aqui mesmo ao lado, á mão de semear, e que é preciso contar, visitando-a e reerguendo-a, levar até ela a Escola e a Juventude, dar-lhe de novo a vida e a dignidade perdidas.
A Europa há muito compreendeu o valor do património, lançando politicas de apoio á sua preservação, no respeito pelo cordão umbilical que todos merecemos e deveremos ter.
Desde um de Janeiro de 2007 o Quadro de Referência Estratégico Nacional (QREN) aprecia e apoia a concretização de projectos nesta área, lançando de modo consequente as bases de politicas de sustentabilidade, numa afirmação de que o mapa demográfico não condiciona  a sua politica de financiamento.
Não são conhecidos projectos com expressão para a serra de Águeda, a merecer a atenção da Câmara e no âmbito do QREN.
Neste início de vida da nova Assembleia Municipal aqui fica a proposta: que seja analisado o estado em que se encontra, os projectos que para ela o município tem em curso e o que será preciso fazer, para recuperar tempo perdido e antes que seja tarde demais.
A serra merece mais do que quinze minutos.
E é em campo aberto e fora do tempo eleitoral que as grandes faces da vida concelhia devem começar a merecer a atenção dos munícipes eleitos.
Só assim a Democracia cria raízes e a história testemunhará que valeu a pena.
Não é, Beatriz?
n JNS