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Boas Festas
Jan 08,2010 00:00
by
Luisa-Mello
Para todos os meus compatriotas, para todos os meus concidadãos, para todo o pessoal que neste semanário trabalha, com uma lembrança muito especial para o nosso director e sua mulher que este ano, infelizmente, as não vão ter: os desígnios de Deus até aos bons são por vezes adversos e só ele sabe porquê. Que não tendo alegria, tenham pelo menos paz! E conformação, que há certas pancadas na vida que nunca param de latejar... l Pelo Natal, de há anos para cá, ando sempre um bocado esmorecida. É aquela saudade que bate com as recordações de quando, em nossa casa e à nossa mesa, havia muito mais gente e a vida nos parecia muito mais “aconchegada” e mais alegre. Sou muito portuguesa nisso: - e em muito mais coisas... - volta meia volta, as saudades atacam-me. É Natal, é no aniversário, é quando oiço música que muito já me disse e ainda hoje me envolve num bem-estar melancólico que não sei explicar. Não que seja uma pessoa triste. Acho mesmo que uma boa gargalhada é melhor para a saúde que várias aspirinas. Vejo as coisas com um certo humor e gosto de rir, se gosto! Sou, sim, uma pessoa saudosa; as coisas boas que o tempo levou andam sempre comigo naquela sensação de “irrepetível” que faz doer... E às vezes, até as menos boas... É aquela faceta de nós, agora apelidada, de politícamente incorrecta, a quem chamamos de “no meu tempo”. Felizes daqueles para quem o seu tempo é mais o futuro que o passado! Havia (nunca mais o ouvi) um fado de Coimbra, - entre todos, o meu preferido -, que se chamava precisamente “Coimbra, menina e moça” e que dizia assim na primeira quadra: “Coimbra é de Portugal/como a flor é do jardim/como a estrela é do céu/como a saudade é de mim!”. Será isto?... l Portugal! Meu, muito meu e que eu adoro. Neste Natal é para o meu País que peço todas as benções, toda a felicidade que existe na tranquilidade das almas, todo o remédio que nos sare as feridas da pobreza e da ganância, do conformismo e da intolerância, da falta e da fartura. E se até agora só falei de saudade, que haja muita fé num futuro que será o tempo dos nossos filhos e, sobretudo, dos nossos netos, que são os continuadores que deixamos neste mundo e que nos farão estar vivos, sempre, enquanto vivos continuarmos nas suas memórias. Para as gerações que nos seguem tudo de bom! - LUÍSA MELO PS - Aqui atrás (lá vou eu!...) costumava dizer-se meio a brincar mas também meio a sério que a felicidade humanaestava sobretudo em possuir-se calma, serenidade e uma boa dose de estupidez natural... Não sou suficientemente jovem para saber tudo, como dizia Óscar Wilde... embora a “receita” me não pareça estúpida de todo... De momento, estou mais virada para votos de bom ano, que incluam saúde e caras com vergonha! - LUÍSA MELO - 21-12-09 |