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Os candidatos à Câmara e o mapa de obras
May 20,2009 00:00
by
jneves
Independentes, CDU e PSD são, até ao momento, as três candidaturas públicas à Câmara de Águeda nas próximas eleições autárquicas, a realizar até ao fim do ano e em data a marcar pelo Governo de Lisboa. No seu anúncio, divulgado pela comunicação social da região, os candidatos vêm com as habituais declarações de boas intenções e princípios, numa velha e gasta retórica do “votem em mim”, mas pouco ou nada acrescentam quanto aos caminhos a seguir na actividade autárquica para os próximos quatro anos, quais os parâmetros da acção política que defendem no exercício da sua presidência e que metas e prioridades se propõem sinalizar, dando conteúdo a um mandato da maior importância para a vida de toda a comunidade aguedense. Em hora tão única, como se entende dever ser o anúncio de uma candidatura à presidência da Câmara Municipal de Águeda, seria legítimo que os candidatos explicassem, desde já, os traços gerais das razões que os levaram até aí, as propostas concretas orientadoras de um programa de acção autárquica e as obrigações de cidadania que, também em tempo de crise, devem ser prática corrente do exercício do poder local. Águeda, o concelho e a região, têm muitos problemas para resolver - na educação, na saúde, no ordenamento do território, no aproveitamento dos recursos, na dinamização da actividade empresarial, na estrutura e consolidação dos valores de solidariedade da sua população. O tempo político de Águeda não é eterno e as eleições para a nossa Câmara não podem ser reduzidas a um mero jogo de poder. É preciso, antes da oratória à sobremesa dos comícios e do disputado apetite pelas já bem remuneradas cadeiras da autarquia, promover o estudo e debate dos dossiers, balizar os caminhos estratégicos por onde se desenvolve a actividade política local e definir, de modo claro, os serviços que a Câmara deve continuar a prestar aos seus munícipes. Dizer ao que vêm, por que vêm e com quem querem trabalhar no concelho de Águeda - é isso que se espera dos candidatos, sem demagogia e sectarismos, mas com um mapa de obras, um discurso novo e um código de valores de cidadania que permita amanhã, com alma e certeza no futuro, passar o facho da nossa terra à geração que já aí vem. Não é Beatriz? |