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Travassô: Jovens de sangue na guelra garantem futuro da 12 de Abril
May 13,2009 00:00
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RSP
A Orquestra Filarmónica de Travassô, presidida por Hélder Filipe Pires (23 anos), comemorou no domingo, 10 de Maio, o 84º. aniversário.
As comemorações começaram com uma missa, seguida de romagem ao cemitério de Travassô, onde foram recordados fundadores, maestros, músicos, dirigentes e sócios já falecidos. Sara da Silva Pires (foto de baixo), irmã do actual presidente da 12 de Abril, depositou um ramo de flores na sepultura de Ana Sofia Morais, que, para lá de ter sido sua catequista, sempre dispensou um enorme carinho à mais representativa instituição de Travassô. A homenagem à jovem, falecida há cerca de um ano, depois de luta infrutífera contra uma doença grave, foi o momento mais emocionante das comemorações. Ana Sofia Morais, mesmo fragilizada pela doença que a vitimou, sempre trabalhou como voluntária da 12 de Abril, em dias de festa, e a sua disponibilidade foi recordada neste dia também festivo.
SÓCIO HONORÁRIO
A 12 de Abril aproveitou o almoço festivo dos 84 anos para homenagear Ângelo Bessa Sousa com o título de sócio honorário da associação (foto de cima). Hélder Filipe Pires referiu-se ao homenageado como “um grande amigo da 12 de Abril, que desempenhou um papel de grande relevo aquando da digressão da Banda ao Brasil”. O homenageado, radicado há muitos anos em Porto Alegre (Rio Grande do Sul), mostrou-se “emocionado e engrandecido com tanta honra” e considerou-se “um aguedense do coração e por opção”. Paulo Sucena (amigo da instituição) e Eleutério Costa (presidente da AG) teceram, depois, considerações elogiosas ao percurso da 12 de Abril no panorama cultural português e, pelo meio, a vereadora Elsa Corga sublinhou “o exemplo de formação musical, valores e regras” que tem sido seguido pela associação. n LEMBRANÇAS: A 12 de Abril foi presenteada com lembranças das cinco Bandas de Águeda, dos Bombeiros Voluntários, da Câmara Municipal, de José Augusto Caçador e Manuel Queirós (Ponte de Lima) e da viúva do professor Gomes. O Tenente Coronel Alves Amorim e o compositor Alexandre Fonseca valorizaram o património da associação com novas partituras. A empresa Macroplast e o comendador António Soares de Almeida Roque ofereceram 2.500 euros, cada. Avós, fihas e netos
Família de músicos
António de Almeida e Silva, presidente da União de Bandas de Águeda (UBA), traçou uma pormenorizada resenha da sua passagem pela 12 de Abril onde, disse, “gastámos a maior parte da nossa vida, sacrificando tempo e família, mas percebendo que quem mais beneficiou com isso fomos nós, pelos imensos amigos que ganhámos”. “Mas quando alguém ganha, há sempre alguém que perde!”, admitiu o presidente da UBA, referindo-se à família que, sublinhou, “continua submetida aos caprichos da música”. “Se já não bastassem as “loucuras” de um avô que transformou a sua casa em hospedaria e a família em “graçonetes” ao serviço de músicos e amigos, continuaram as filhas e os netos na mesma senda, seguindo os mesmos trilhos”. “Entretanto, há uma mulher esforçada e sempre dócil, feliz por ter debaixo da asa toda a sua prole e os amigos a encherem a casa de música, todos os dias. Quem pensa que os genes não se transmitem?”, questionou António de Almeida e Silva, depois de se referir, em particular, à esposa, Célia Ferreira. O presidente da UBA referiu-se, ainda, “à juventude que, de sangue na guelra e com conhecimentos superiores aos meus”, dirige os destinos da 12 de Abril. “Já é a digna sucessora dos objectivos a que nos propusemos e, entretanto conseguidos, quando encabeçámos uma revolução pacífica que viria a alterar em absoluto a vida musical no nosso meio, com reflexos que ultrapassaram as barreiras da nossa região”, disse António A. Silva.
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