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Futebolistas do Recreio dispensaram presidente evão jogar
Apr 18,2009 00:00
by
Jacinto Martins
O presidndete do Recreio, António Isaías, auto-suspendeu-se e o plantel vai acabar a época. A semana passada foi particularmente agitada no Recreio de Águeda, que atravessa uma grave crise financeira e directiva, com implicações na preparação do plantel orientado por Luís Simões. Os jogadores e restantes elementos do grupo de trabalho não recebem desde Janeiro e ameaçaram não comparecer ao jogo de domingo, em Fornos de Algodres, depois do presidente da direcção, António Isaías lhes ter dito, na terça-feira anterior, que não havia dinheiro para ninguém e que «quem quiser sair, pode fazê-lo». Os jogadores decidiram de imediato que só regressariam aos treinos se o presidente se demitisse, tendo este acabado por se auto-suspender. A insólita situação levou à suspensão dos treinos entre terça e quinta-feira, tendo o capitão Zé Miguel, enquanto porta-voz do grupo, considerado que «não vemos qualidade no presidente para resolver os problemas e estamos a agir de acordo com a solução que nos foi apresentada, isto é, abandonamos». Ontem, sexta-feira, os jogadores reuniram-se no Estádio Municipal de Águeda ao final do dia e decidiram jogar os quatro jogos que falta disputar na Série C da 3ª divisão, grupo da descida, contando para tal com o apoio de alguns associados, casos de Manuel Sanches, Amílcar Henriques e Nuno Silva, que estiveram no balneário e se comprometeram a garantir apenas a parte da logística, - transportes e almoços - relativa aos jogos, mas sem qualquer responsabilidade no tocante ao pagamento dos salários em atraso. Os três elemento referiram que "não há a mínima hipótese de haver outras expectativas, tanto neste fase, como em relação a um futuro maior envolvimento em responsabilidades directivas". "O clube não acaba, o que acabou foi o «reinado» do Isaías», concluiu o líder da assembleia geral do Recreio de Águeda. Segundo números apresentados pelo presidente auto-suspenso, o Recreio de Águeda tem dívidas ao fisco e àsegurança social, da ordem dos 500 mil euros, acumuladas ao longo de vários anos. |