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Desporto: Recreio de Águeda está num beco sem saída
Apr 15,2009 00:00
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SPD
O Recreio de Águeda está mergulhado numa crise financeira que, pelas contas do presidente António Isaías, presidente da direcção, ultrapassa os 500.000 euros. O plantel sénior já não recebe desde Janeiro passado.
António Isaías diz que “o clube não tem dinheiro para pagar” e que “neste momento não estou a ver muitas soluções”. “Julgo que o clube terá que bater no fundo e ressurgir de novo”, opinou o timoneiro directivo. SPD: Que comentário lhe merece a demissão de Fernando Alves? AI: Não me merece grandes comentários. A razão da sua demissão tem a ver com a dispensa dos atletas Leandro e Tiago, que se encontravam com o visto de permanência em Portugal caducado. Estavamos sujeitos a uma multa que podia chegar aos 28.000 euros e tive que tomar esta decisão. Aliás, uns dias depois da dispensa, um deles acabou por ser interceptado pelo Serviço de Estrangeiros e Fronteiras. SPD: Não seria mais fácil ter-se solicitado a renovação dos vistos, em vez de se optar pela dispensa? AI: Fizemos tudo para que isso acontecesse. Entregámos o caso a uma pessoa entendida no assunto, a quem chegámos a pagar 400 euros, mas, face à ausência do registo criminal dos atletas, era difícil a sua legalização. Um dos jogadores, o Leandro, já chegou ao clube com o visto caducado. SPD: Então como é que se explica que tenha jogado pelo Recreio? AI: Isso acontece em muitos clubes! Os atletas podem jogar, mesmo com os vistos caducados. Não existe nenhuma lei que o impeça. Se forem apanhados, é que podemos incorrer em multas. SPD: Correu sérios riscos de o inscrever, sabendo que o visto estava caducado... AI: Na altura, ainda não tínhamos conhecimento dessa situação. SPD: Fernando Alves acusa-o de ser do tipo “quero, posso e mando”... AI: É uma opinião dele. Não a vou comentar. SPD: Manuel Sanches, Vitor Oliveira e Ricardo Seabra já tinham saído em Setembro, por se sentirem ultrapassados pelo presidente. Não sente que o problema reside em si? AI: É possível. As pessoas não são só feitas de virtudes, também têm defeitos.
DÍVIDAS AO FISCO E À SEGURANÇA SOCIAL
SPD: Consigo, o Recreio de Águeda deixou de pagar à Segurança Social e à Administração Fiscal, desde 2006... AI: Não pagámos entre Junho de 2006 e Setembro de 2007 e os meses de Julho e Agosto de 2008. É uma situação que se deveu ao... sufoco financeiro. As divídas contraídas no meu mandato, à Segurança Social, são de aproximadamente 2.600 euros. E, à administração fiscal, de 6.000. O problema não está nestes 8.000, mas nos 400.000 que devemos ao fisco e nos 89.000 à Segurança Social, desde 1991. E quando cheguei paguei quatro prestações de aproximadamente 900 euros, cada, relativas a acordos anteriores. Ver edição SP impressa
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