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Bombeiros de Águeda: Comandante Neves dos Santos foi o melhor bombeiro português
Apr 01,2009 00:00
by
RSP
José Manuel Rolim, 63 anos, preside aos destinos da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Águeda desde 2006. Já tinha sido presidente entre 1996 e 1999.O presidente da direcção, em ano comemorativo das bodas de diamante, considera que o incêndio catástrofe de 1986, “foi um rude golpe na história dos BVA” e que o comandante Neves dos Santos “foi de uma preponderância absoluta na recuperação da alma dos nossos bombeiros”. Daí, também, a homenagem que lhe vai ser prestada no dia 14 de Junho. SP: Foi sempre um homem apaixonado pelos bombeiros. O que é que o fascina neste mundo? JMR: É uma paixão que vem dos tempos de infância, na Guarda. Quando havia um toque de sirene lá estávamos nós, eu e os meus amigos, a ver onde é que era o fogo. Portanto, é uma paixão antiga, única e com mais de 50 anos! Em Águeda, fui dirigente do Orfeão e tive uma incursão pela política, na Junta de Freguesia, mas nada me motivou mais que os bombeiros. É por essa razão que estou aqui. SP: Que imagens guarda da história de diamante dos Bombeiros de Águeda? JMR: Guardo, essencialmente, a imagem de uma história brilhante. Tudo o que possamos fazer, nestas comemorações, para enaltecer o percurso da instituição, ao longo destes 75 anos, valerá certamente a pena. Gostava de estar cá nas comemorações do centenário, porque acredito que os BVA se vão fortalecer nos próximos anos. SP: Quais foram, em seu entender, os momentos mais marcantes da história da instituição? JMR: Sem dúvida que a catástrofe de 1986! Foi um rude golpe na história dos BVA. A fanfarra morreu e parte da coluna vertebral do corpo de bombeiros desapareceu nesse trágico dia. O comandante João António Neves dos Santos foi de uma preponderância absoluta na recuperação da alma dos nossos bombeiros. AMBULÂNCIAS SATURADAS SP: Como é que está o parque automóvel dos BVA? JMR: Ao nível de carros de fogo, com a aquisição de uma viatura, que estamos a negociar e que obrigará a um investimento de 160.000 euros, penso que vai ficar razoável. O problema tem a ver com as viaturas de saúde... Precisamos de três ambulâncias de socorro, que substituam outras tantas viaturas com mais de 400.000 quilómetros! SP: E o quartel-sede? JMR: Temos tratado dele, conforme podemos, ao nível de pintura, canalização e electricidade. Estamos a pensar em dotar a infra estrutura com mais um coberto para guarda dos serviços de saúde. SP: Quais são as mais prementes necessidades dos BVA? JMR: Sem dúvida que a questão relacionada com as ambulâncias de socorro. Queremos ver se lá para o final do ano conseguimos adquirir mais uma ou duas. VER EDIÇÃO SP IMPRESSA |