Águeda: Crianças esperam ao frio a entrada nas salas de aula
Jan 22,2009 00:00 by Paulo Henrique
É muito triste e revoltante
que a sensibilidade dos responsáveis pelo bom funcionamento da Escola Básica P3 de Águeda seja tão fria quanto as temperaturas que se tem sentido ultimamente, no que toca a segurança, conforto e bem-
-estar dos alunos.

Eu, na qualidade de pai e encarregado de educação de dois alunos do 3°. e 4°. anos daquela escola, tenho-me deparado com uma situação inaceitável, que é o facto de a escola estar fechada aos alunos até às 8,45 horas, mesmo com auxiliares lá de dentro, a trabalhar, embora, talvez, que em número insuficiente, e apesar de bastante competentes, mas que obrigam os alunos a aguentar temperaturas de zero graus, e até mesmo negativas, nomeadamente no átrio externo.
Como pai, encarregado de educação, cidadão no pleno gozo dos meus direitos civis, contribuinte e eleitor, não posso, nem devo, de forma alguma, ficar calado perante tamanha injustiça, pois não aceito que paredes meias com a escola, ali mesmo ao virar da esquina, esteja localizado um serviço da Câmara Municipal de Águeda, nomeadamente a Divisão de Acção Social, e não tome conhecimento deste facto. Se os sem-abrigo em Lisboa tiveram direito a tendas para suportar o frio, o que se poderá dizer de alunos de muito tenra idade, numa escola pública?
Isto levaria-nos muito, muito mais longe, mas, por ora, apenas peço, como pai, que sejam mais humanos e que tal situação não se volte a repetir.
Peço, como eleitor, que o responsável pelo pelouro da Educação diligencie no sentido de colmatar a falha, eventualmente por falta de funcionários, e, por fim, como contribuinte, exijo que, por direito, as crianças aguardem dentro da escola a meia hora que antecede a sua abertura, já para não perguntar o porque de não haver o leitinho das crianças na escola durante mais de duas semanas.
n Paulo Henriques